O peso da terra - Carlos Kronemberge





















Este post do Bibliografia tem o prazer de divulgar o lançamento do livro O peso da terra, onde tivemos a honra de prefaciar...

Como segue:


O Peso da Terra de Carlos Kronemberger por Edvaldo Rosa

Instado a prefaciar este "O Peso da Terra", do autor Carlos Kronemberger, deparei-me com um regalo e um desafio.
O prazer vem a reboque de tenras lembranças, quando fazíamos parte da cátedra de Letras de uma faculdade paulistana, onde levamos a cabo, enquanto discentes, um projeto que unia poesias de minha lavra e pinturas vindas dos pincéis e da paleta de cores de Carlos Kronemberger (K. Coelho, conforme assinava à época) — dois universos que se uniram através do respeito e da sensibilidade.
Hoje, reencontramo-nos à mercê de nossas artes, onde Carlos Kronemberger se apresenta como um autor em plena ascensão, já premiado em primeiro lugar com o conto "O Hóspede", e com obras literárias de leitura fluida e ágil, que nos transportam a cenários onde sonho e realidade se alternam. Nelas, o autor demonstra pleno domínio da arte da escrita — vide, por exemplo, "As Belas & Os
Lambretas", seu primeiro romance.
Nesta oportunidade, diante deste "O Peso da Terra" — título irônico, que nada tem a ver com a física — fico, enquanto leitor, à espera das surpresas que possam emergir de suas páginas.
Este romance traz, como escopo, uma nova abordagem sobre as vivências em terras do sertão baiano.
— Nova abordagem porque é feita por um autor que, mesmo sob uma possível influência de um Graciliano Ramos, um Jorge Amado, uma Raquel de Queiroz, um João Cabral de Melo Neto e uma Clarice Lispector — já tão merecidamente cristalizados no cânone literário brasileiro e mundial — nos traz um relato sobre andanças, tecido com lirismo e encantamento.
São, sim, histórias de caminhos e descaminhos, mas com a marca, por vezes pesada e outras suave, do escriba Carlos Kronemberger. O distanciamento cronológico em relação aos autores acima citados o favorece, conferindolhe um ótimo ponto de observação.
O livro retoma a influência do ambiente nos viventes, posto que ele molda comportamentos, sustentados por desejos reprimidos e expectativas.
Partindo de uma inteligência/consciência inocente, a obra apresenta-nos uma inteligência/consciência crítica, urdida pouco a pouco por experiências vividas a ferro e fogo, suor e lágrimas.
E muito encantamento!
Assim, "O Peso da Terra" se faz por aqueles que, emseus caminhos, procuram sentido e significado — por um pertencimento físico e cultural.
Este recorte, amplamente pesquisado pelo autor, mostra-se um microcosmo das muitas histórias humanas que, sem muito esforço cognitivo e resguardando suas particularidades, se fazem presentes e pulsantes em muitos estados brasileiros e em suas comunidades — senão em todos e todas.
Assim, este "O Peso da Terra" cala fundo em meus sentidos.
Convido a todos a deitarem olhos sobre esta obra de arte e de entretenimento, pois nela as palavras são geradoras, fundantes do ser e do estar.
Mas deixo um aviso:
— Não estranhem se, a partir da leitura destas páginas, cada um, finalmente, puder nomear o peso que carrega sobre os próprios ombros.


Edvaldo Rosa Poeta e escritor

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O peso da terra - Carlos Kronemberge:


Sinopse:

O Peso da Terra contém a história dos Bastos, uma família nordestina comum. Talvez esta seja mais uma história comum, pois o comum também respira, come, bebe, celebra, chora… e morre. José, o mais comum dos nomes da primeira metade do século XX, carrega em si o fato de ser o nome do pai terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso porque o comum não se descortina, não se mostra. Se esconde sob uma capa de insignificância. Mas, por que não mostra o ser comum, sua história, suas dúvidas, seus defeitos e virtudes? Assim, quando o cangaço já havia dado seus últimos suspiros com a morte de Lampião na grota dos Angicos, o sertão nordestino ainda era — e continua sendo — castigado pela seca, pela fome, pela violência. Mas nem só da tristeza vive o nordestino. Há também o forró, o xote, o baião, a carne de sol, as vaquejadas, as belas sertanejas da cor da canela, o cordel, o feijão-de-corda, e alegria e a hospitalidade dessa gente generosa e boa, de um sotaque que soa como poesia.

Serviço:

Peso 0,264523 kg
Dimensões 15,5 × 23 × 0,94 cm
Nº Páginas
168
Capa
Brilho, COM orelha
Data da Publicação
08/11/2025
Impressão
Preto e Branco (Papel Avena / Pólen)
Tamanho
15,5 x 23 cm

Editora
UICLAP

Autor(a)
CARLOS KRONEMBERGER

Faixa Etária Recomendada
SEM CLASSIFICAÇÃO

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