Cataclismica - 100 Poeminimos & hum Manifesto - Tchello D'Barros


















Este post do Bibliografia é sobre um ( re ) encontro com a poesia de Tchello D'Barros, que conheci ( ? ) a tempos idos, enquanto deambulava pela vida...
-E em especial pelos caminhos das letras!
Tendo em mãos o livro "Cataclismica - 100 Poeminimos & hum Manifesto"  do selo Desconcertos Editora, Praia Grande, SP, 2024, pude vislumbrar um poeta caleidoscópico, posto que ante o abraço da visão, mesmo atenta e "treinada", se transforma e se multiplica.
Tchello D'Barros em uma dedicatória "delicada" escreve:

(...) poeta amigo 
       nestes poucos versos
        algumas de minhas
        idiossincrasias e
        meu universo.
         
         Abraço sísmico. 

A despeito das intenções do autor no registrar destes escritos, senti-me instigado...
As tais idiossincrasias dele, não são parte do cenário do seu uni ( verso ), que também é o meu universo?
-O que nos diferencia não é o ponto de observação que adotamos diante da vida e do viver e dos cenários inerentes à este ponto!
Assim, ler Tchello D'Barros se mostra um desafio encantador, pois embora a sua escrita seja personalissima, ela não é excludente, antes , se presta á comunhão e equidade duma reflexão...
-Ou a sinestesia de sentidos afeitos á  pluralidade do sentir e do viver humanamente falando!
Neste tomo Tchello apresenta poemas discursivos, de ótimo entalhe, poesia concreta de elaborada arquitetura e poesia visual, instigante e encantadora...
Chego para esta leitura, e não chego só, por exemplo, trago as linhas do poeta lusófono, Francisco Coimbra, autor de "Ereto falo", que atomiza os vocábulos; numa busca por seus múltiplos significados, venho com a poesia discursiva do também poeta lusófono, Manuel Paulo, autor do livro "Porquê hoje é sabado", lírica e sensivel, venho com a fúria de Castro Alves, autor de "Navio Negreiro" e com a poesia de Carlos Drummond de Andrade, autor de "Sentimento do mundo ", tão cotidiana e com "Memórias inventadas" no molde de Manoel de Barros...
E porquê?
Por que temos que ter ciência do que nos defina minimamente, pois Tchello D'Barros é poeta do significante e do significado, os signos a despeito de suas idiossincrasias, são em suas linhas maleáveis, conferindo um frescor e uma "novidade" diante dos olhos que navegam sobre esta tapeçaria poética, urdida com tal monta que, vale pelo que se vê; e assim se lê, e vale pelos silêncios e "omissões" que apresenta!
E porquê "Cataclismica - 100 poeminimos & hum manifesto" é livro de quem enxerga para além de bolhas...
É livro para aqueles que sentem para além de si mesmos!
Àqueles que são citados no (des - dedicatória) não são certamente seu público...
Nós  outros, tocados pela colheita dadivosa, pelas linhas deste vale, e os citados nos P.S 01, 02, 03, sim...
Pois para nós, parafraseando Rabindranah Tagore, um poema é a resposta da alma ao apelo do universo...
Enquanto os citados nos P.S.s são as bases fundantes do Tchello D'Barros de hoje.
Entendo assim, Tchello D'Barros é um abalo sísmico, embora estejamos num mesmo mundo, o "nosso mundo" pode não ser só como o vivenciamos...
Tchello D'Barros é lente que amplifica qualquer olhar!

Serviço:

Cataclismica - 100 Poeminimos & hum Manifesto
Descontos Editora 
Praia Grande  - São Paulo  2024

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